# Ensaio Operacional - Dez/2025



# Exemplo Procedimento Operacional Padrão Ensaio III

### 1. Autoridade e Definições

Este SOP estabelece os procedimentos do Provedor de Serviços UTM (USS) para o **BR-UTM Field Test 3**, a ser conduzido no IEAv entre 15 e 17 de dezembro de 2025.

* **1.1. Operador (Piloto Remoto):** Responsável final pela condução segura do voo, operando em conformidade com as instruções e alertas deste USS e da ICA 100-40 (VLOS).
* **1.2. Provedor de Serviços UTM (USS):** Este USS, responsável pela prestação de serviços de gerenciamento, autorização, monitoramento de conformidade e resposta a contingências.
* **1.3. GCS (Estação de Controle de Solo):** Interface do operador para controle da RPA e para comunicação (envio de telemetria e recebimento de instruções) com este USS.
* **1.4. DSS (Discovery and Synchronization Service):** Plataforma central (InterUSS) para compartilhamento de dados de intenção operacional e restrições.
* **1.5. OIR (Operational Intent Reference):** O volume 4D (espaço e tempo) autorizado pelo USS para a operação.
* **1.6. Volume Não-Nominal:** Volume de contingência criado e publicado no DSS pelo USS em resposta a um desvio de voo.

### 2. Operação e Automação

* **2.1. Foco do Teste:** Este SOP foca na validação de gerenciamento de contingência em tempo real. O objetivo primário é **automação da interação com UTM, alerta imediato e resposta procedural** a desvios e mudanças no espaço aéreo.
* **2.2. Interface com USS:** A GCS manterá comunicação constante, enviando telemetria (via Remote ID) e recebendo alertas e instruções dinâmicas deste USS.
* **2.3. Padrões Mandatórios:** Todas as interações do USS com o DSS e com o operador seguirão os padrões **ASTM F3548-21** (Interoperabilidade) e **ASTM F3411-22a** (Remote ID).

### 3. Planejamento de Voo e Espaço Aéreo

* **3.1. Análise do Espaço Aéreo:**
    * Antes da submissão do OIR, o USS analisará o DSS para identificar todas as restrições estáticas e dinâmicas, incluindo `Volumes Não-Nominais` ativos de outras operações.
* **3.2. Submissão do OIR (4D):**
    * O operador submeterá um OIR 4D ao USS para análise de desconflito estratégico.
* **3.3. Autorização do USS:**
    * A operação só será autorizada (status "Aprovado") se o OIR estiver livre de conflitos com outras operações e *não* interceptar nenhum `Volume Não-Nominal` ativo.

### 4. Procedimentos Pré-Operação (Checklists)

* **4.1. Inspeção do Drone (RPA):**
    * Conforme SOP do operador. Verificação de links C2 e RTH por perda de C2.
* **4.2. Inspeção do Controle (GCS):**
    * Conforme SOP do operador. Verificação de software e link de dados com o USS.
* **4.3. Conexão e Check-in com USS:**
    * O operador deve estabelecer conexão de dados com o USS.
    * O operador deve executar o procedimento de **"Check-in Digital"** formal na interface do USS antes da ativação.
    * *Nota: Comunicações informais (ex: telefone) não substituem o check-in digital.*

### 5. Execução da Operação (Controle e Monitoramento)

* **5.1. Ativação do OIR:**
    * Após o "Check-in Digital", o operador ativará o OIR na GCS no momento do lançamento. O USS mudará o status do OIR para "Ativo" no DSS.
* **5.2. Monitoramento pelo Operador:**
    * O operador monitorará a telemetria e a interface do USS, pronto para executar instruções ou terminar o voo imediatamente.
* **5.3. Monitoramento de Conformidade (USS):**
    * O USS monitorará continuamente a telemetria (Remote ID) e a comparará com os limites laterais e verticais do OIR `Ativo` (Geo-Fence).
* **5.4. Gerenciamento de Restrições Dinâmicas:**
    * O USS monitora o DSS em tempo real para novas `Restrições` (Constraints).
    * Ao detectar uma nova `Restrição` que conflite com um OIR `Ativo`:
        1.  O USS medirá o tempo de detecção.
        2.  Enviará um alerta imediato à GCS do operador.
        3.  Fornecerá instruções de mitigação claras, baseadas nas informações da `Restrição` (ex: "Sair da Área Imediatamente", "Manter Posição", "Pousar em Alternativa").
* **5.5. Pouso e Check-out:**
    * Após o pouso (normal ou por contingência), o operador deve executar o procedimento de **"Check-out Digital"** formal na interface do USS.
    * O USS finalizará a operação e removerá o OIR do DSS.

### 6. Procedimentos de Contingência e Emergência

* **6.1. Perda de Link C2 (Drone-Controle):**
    * O Drone executará o RTH automático (conforme Safety Considerations).
    * O operador deve declarar imediatamente à equipe do DECEA e ao USS.
* **6.2. Detecção de Desvio de OIR (Geo-Fence):**
    * No momento em que o USS detectar (via Remote ID) que a RPA saiu dos limites do OIR `Ativo` ou da Zona UTM designada:
        1.  O USS emitirá um alerta imediato de "Desvio de OIR" ao operador.
        2.  O USS declarará internamente o voo como "Não-Nominal".
* **6.3. Criação de Volume Não-Nominal:**
    * Imediatamente após a detecção de desvio (6.2), ou contigências simuladas (6.6), o sistema USS irá:
        1.  Calcular automaticamente o `Volume Não-Nominal` (potencial área de voo) conforme os requisitos BRAC.
        2.  Publicar este `Volume Não-Nominal` no DSS para alertar todos os outros participantes do espaço aéreo.
* **6.4. Outras Emergências (Fly-away, Bateria Crítica):**
    * O operador deve declarar imediatamente qualquer "fly-away" ou perda de controle ao pessoal do DECEA e ao USS.
    * O USS tratará esta declaração como um desvio (6.2) e criará um `Volume Não-Nominal` (6.3).
* **6.5. Manobras de Contingência Padronizadas:**
    * Este USS está configurado para instruir manobras de contingência específicas (além do RTH padrão) com base no tipo de alerta (ex: "Pousar Imediatamente" em caso de desvio crítico ou "Manter Posição" em caso de conflito com tráfego).
* **6.6. Contigências simuladas**
  * Para os casos de contingências simuladas previstas nos cenários de teste do ensaio, o operador receberá do USS as informações necessárias através do GCS.

# Modelo de Procedimento Operacional Padrão (SOP)

### 1. Autoridade e Definições

Este SOP estabelece os procedimentos para todas as operações BVLOS conduzidas com integração a um Provedor de Serviços UTM (USS).

* **1.1. Operador (Piloto Remoto):** O operador é a autoridade final pela condução segura do voo. Esta autoridade é exercida em coordenação direta com os serviços e informações providos pelo USS.
* **1.2. Provedor de Serviços UTM (USS):** Entidade responsável pela prestação de serviços de gerenciamento de tráfego, incluindo planejamento, autorização, monitoramento de conformidade e fornecimento de dados do espaço aéreo.
* **1.3. GCS (Estação de Controle de Solo):** Interface primária do operador para o controle do Drone e para a comunicação de dados com o USS.

### 2. Operação e Automação

* **2.1. Nível de Automação:** A operação BVLOS será conduzida primariamente através de planos de voo automatizados (waypoints), com o operador monitorando a telemetria e o ambiente operacional.
* **2.2. Interface com USS:** A GCS deve manter comunicação constante com o USS para transmissão de telemetria (posição, altitude, status) e recebimento de informações de tráfego e do espaço aéreo.
* **2.3. "Cabine Estéril" (Sterile Cockpit):** Durante todas as fases críticas do voo (lançamento, recuperação e qualquer manobra tática), o operador deve se abster de atividades não essenciais.

### 3. Planejamento de Voo e Espaço Aéreo

* **3.1. Análise do Espaço Aéreo:**
    * Antes de submeter um plano de voo, o operador deve consultar a interface do USS para identificar todas as restrições de espaço aéreo estáticas (ex: áreas proibidas) e dinâmicas (ex: NOTAMs, outras operações autorizadas).
* **3.2. Submissão do Plano de Voo (4D):**
    * O operador deve submeter um volume 4D (latitude, longitude, altitude e janela de tempo) ao USS para análise.
* **3.3. Autorização do USS (Desconflito Estratégico):**
    * A operação **só pode ser iniciada** após o USS validar o plano de voo, realizar o desconflito estratégico contra todas as outras operações conhecidas e emitir uma autorização digital.
* **3.4. Briefing de Operação:**
    * O briefing pré-voo deve incluir:
        * Condições meteorológicas.
        * Status do Drone e baterias.
        * Revisão da autorização 4D emitida pelo USS.
        * Procedimentos de contingência (Seção 6).

### 4. Procedimentos Pré-Operação (Checklists)

* **4.1. Inspeção do Drone (RPA):**
    * Verificar estrutura, motores, hélices e links de C2 (Comando e Controle).
* **4.2. Inspeção do Controle (GCS):**
    * Verificar carga da GCS, software e links de C2.
* **4.3. Conexão com USS:**
    * Estabelecer conexão de dados entre a GCS e o USS.
    * Verificar na interface do USS se o status do voo planejado está "Aprovado" e "Pronto para Ativação".
    * **A decolagem é proibida** sem a confirmação de conexão e autorização do USS.

### 5. Execução da Operação (Controle e Monitoramento)

* **5.1. Ativação do Voo:**
    * No momento do lançamento, o operador deve "Ativar" o voo na interface do USS. O USS inicia o monitoramento de conformidade.
* **5.2. Monitoramento pelo Operador:**
    * O operador deve monitorar continuamente:
        * Telemetria do Drone (posição, altitude, bateria).
        * O "feed" de dados do USS, buscando alertas de tráfego ou do espaço aéreo.
* **5.3. Monitoramento de Conformidade (pelo USS):**
    * O sistema do USS monitora se a telemetria do Drone permanece dentro do volume 4D autorizado.
* **5.4. Alertas de Tráfego e Desconflito Tático:**
    * Ao receber um alerta de tráfego (outra aeronave) do USS, o operador deve avaliar a ameaça e estar preparado para executar manobras de contingência.
* **5.5. Pouso e Finalização:**
    * Após o pouso, o operador deve "Finalizar" o voo na interface do USS.
    * Isso libera o volume do espaço aéreo utilizado, permitindo que o USS o aloque para outras operações.

### 6. Procedimentos de Contingência e Emergência

* **6.1. Perda de Link C2 (Drone-Controle):**
    * O Drone executará o procedimento pré-programado (ex: RTH - Retorno à Base).
    * A GCS deve, automaticamente ou manualmente, notificar o USS sobre o status "Link Perdido" para que o USS possa alertar outros tráfegos na área.
* **6.2. Perda de Link de Dados (GCS-USS):**
    * O operador deve notificar verbalmente o USS (se um canal de rádio for definido) ou tentar restabelecer a conexão.
    * Se a conexão não for restabelecida, o operador deve encerrar o voo BVLOS na área segura mais próxima.
* **6.3. Desvio de Rota (Não-Conformidade):**
    * **Emergência:** Em caso de desvio imediato (ex: desviar de obstáculo ou meteorologia), o operador deve manobrar e, assim que possível, notificar o USS. O sistema USS detectará a não-conformidade e emitirá alertas para outros tráfegos.
    * **Não-Emergência:** Se o operador *precisar* alterar a rota, ele deve submeter um pedido de modificação de plano de voo ao USS e aguardar a autorização 4D atualizada.
* **6.4. Alerta de Bateria Crítica:**
    * O operador deve iniciar um pouso imediato no local de contingência mais próximo e notificar o USS sobre o pouso fora da área planejada.
* **6.5. Propagação da Contingência**
  * Em casos de detecção automática de contingência pelo USS, o Operador será notificado pela GCS quanto à melhor alternativa para encerrar ou corrigir a operação.
  * Em casos de declaração de contingência pelo Operador, o USS calcula a área necessária de volume não nominal automaticamente.
  * Para todos os casos, o USS é responsável por propagar a informação da contingência no ecossistema UTM.

# Escopo

## Objetivo

Executar ensaio operacional no IEAv (15 a 17 de dezembro de 2025), com foco em validação de procedimentos de contingência, integração de restrições dinâmicas e avaliação da reação dos provedores diante de eventos simulados.

## Tópicos Principais

### Testes Operacionais

- **Check-in / Check-out**
    
    
    - Não permitido por telefone ou comunicação informal.
    - Definir processo padronizado.
- **Alertas e Geografia de Voo**
    
    
    - Notificação automática ao sair da área de voo (avaliar uso de Remote ID).
    - Identificação de drones com Remote ID que entram na área.
    - Resposta operacional do provedor diante dessas situações.
- **Restrições Dinâmicas**
    
    
    - Criação de restrição parcial com OIR ativa → ações possíveis:
        
        
        - Sair da área, cancelar voo ou reagir em tempo adequado.
    - Simulação de pouso de helicóptero → restrição automática temporária.
    - Avaliar tempo de reação dos provedores (cronometração) para agir após emergencia.
- **Condições de Operação**
    
    
    - Proibir pouso no mesmo ponto de decolagem em caso de restrição.
    - Testar Geo Fence → verificar se provedores cumprem restrições e se todas as OIRs estão dentro da Zona UTM.
    - Avaliar resposta a voos fora da Zona UTM.
    - Se drone sair da OIR → verificar se provedor cria nova OIR ou declara contingência.

### Features Extras a Testar

- Definir lista de **procedimentos padrão ao encerrar operação** para diferentes tipos de restrições (não assumir apenas “Return to Home”).
- Testar **volumes não nominais**:
    
    
    - Como provedores lidam com sua criação e gerenciamento.
- <span style="background-color: rgb(248, 202, 198);">\[NÃO PRIORIZADO\] </span>- *Inclusão de **detalhes nas restrições** (grau de severidade, ações obrigatórias, manobras seguras permitidas).*

### Requisitos BRAC

- Não é permitido ativar voo em volume não nominal.
- Caso o drone saia da OIR, deve-se calcular área possível e criar automaticamente volume não nominal.

### Observações Gerais

- Necessidade de ensaios mais orgânicos (“vai voando e eu vou avaliando os requisitos”).
- Foco na observação em tempo real da reação dos provedores.